Minha casa está em obras como sempre. Como ja disse um amigo meu, naka, do perrengue na trip: “que legal, vocês mudam de casa a cada quatro anos sem mudar de endereço.”, pois é, pra variar essa casa se encontra em um momento de transição. Minha casa é como o Gato de Schrödinger, não se sabe o estado dela até que se observe…
Xô explicar o tal gato austríaco. Era uma vez um físico doidão. Desses que era hippie quando novo e digievoluiu para físico quantico quando velho. O tal Schrödinger não parecia gostar muito de gatos e acabou bolando um experimento onde em um determinado momento quantico que eu nunca vou entender, o gato esta simultaneamente vivo e morto em mundos paralelos, na terra do nunca, sei la.

gatinho zumbi
“O Gato de Schrödinger: Um gato, junto com um frasco contendo veneno, é posto em uma caixa lacrada protegida contra incoerência quântica induzida pelo ambiente. Se umcontador Geiger detectar radiação então o frasco é quebrado, liberando o veneno que mata o gato. A mecânica quântica sugere que depois de um tempo o gato está simultaneamentevivo e morto. Mas, quando olha-se dentro da caixa, apenas se vê o gato ou vivo ou morto, não uma mistura de vivo e morto.” — Wikipedia
Pra quem não fala ciêncês, aqui vai uma tradução livre: “pegamos um gato e ao mesmo tempo entupimos ele de radiação e veneno, o gato nao entende e não sabe se esta morto ou vivo, nos também não entendemos e culpamos a física quantica. Depois de um tempo o gato morre.”
Minha casa é assim também… Mamãe joga uma penca de pedreiros, jardineiros aqui dentro e entope eles de comida. A casa está ao mesmo tempo inabitavel e habitada… a física quantica diz que existimos nos dois estados ao mesmo tempo e eu acho que essas obras não teminam nunca…
Mas o fato curioso aconteceu alguns dias atrás quando eu e mais uns 3 trabalhadores descarregavamos 30 sacos de terra para mamãe construir seu tão sonhado Bunker Anti-Nuclear ou Jardim, nunca sei o que ta sendo feito aqui. Enquanto faziamos isso, um coco cai na frente de um deles e o dialogo socrático se desenvolve assim:
Pedreiro #1: “Cara….”
Eu: “É…”
Pedreiro #1: “Sera que eu morria com um desses na cabeça?”
Pedreiro #2: “Morria não…”
Eu: “Eu acho que não, mas que ia doer ia…”
Pedreiro #1: “Acho que morria hein…”
Pedreiro #2: “Morria nada, eu ja peguei um coco e atirei na cabeca do meu irmão e ele não morreu.”
Eu: “…”
Pedreiro #1: “…”
Pedreiro #2: “É serio, eu varejei o coco com força, atirei pra matar, mas não morreu. Ele tava me arregando, ai eu fiquei puto, peguei o coco e mandei no coco dele. Ele chorou pra caramba, mas não morreu.”
Pedreiro #1: “Você vai encontrar seu irmão hoje?”
Pedreiro #2: “Acho que vou…”
Pedreiro #1: “Toma esse coco aqui, tenta de novo…”
Eu: “…”
E o coqueiro nos observando…